Rachel
Sherazarde, 40 anos, partido conservador, jornalista paraibana - ficou
conhecida nacionalmente através do comentário sobre o carnaval em 2011 - Atualmente
trabalha como âncora do Sistema Brasileiro Televisivo. Rachel poderia ter construído
a imagem da jornalista “queridinha” do Brasil, ter sido consagrada por desmitificar
a ideia que a mídia brasileira impregnou na sociedade: Jornalista só tem
direito de informar, entreter e educar, funções estas previstas na constituição
brasileira. A jornalista poderia ter aproveitado a liberdade adquirida e ter
levantado à bandeira da autonomia jornalística, visando um jornalismo menos
institucional.
A
prática de dar voz aos jornalistas poderia ter ganhado força de maneira
positiva, se não houvesse tanto interesse político mascarado, já que os primeiros
editoriais da jornalista possuía um olhar construtivo, como o caso da crítica a
estudante de Direito que repudiava nordestinos. A tentativa do SBT de
monopolizar a audiência do horário nobre, através do diferencial expresso pela
opinião da jornalista, poderia ter sido um sucesso se não tivesse faltado bom
senso a empresa, quando permitiu o comentário presidido por Sherazarde de forma
extremista e unilateral sobre o caso do menor infrator amarrado ao poste, na
zona sul do Rio de janeiro, fazendo diversas críticas ao Estado e sua falta de
segurança, afrontando até a mediação dos direitos humanos quando sugere uma campanha:
”Faça um favor ao Brasil, adote um bandido”.
Esta
atitude vai contra ao código de Ética dos jornalistas, pois, segundo o artigo
6° é dever do jornalista opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão,
bem como defender os princípios expressos na declaração Universal dos Direitos Humanos.
Além do artigo 14°, que pressupõe o combate à prática de perseguição ou
discriminação por motivos sociais, [...] políticos, de gênero, raciais [...]. Embora
o código incentive lutar pela liberdade de pensamento, o mesmo nunca induzirá apologia à violência ou incitação ao crime; como acontece quando se observa a
postura nada ética, preconceituosa e racista da jornalista a respeito deste
acontecimento.
Fazendo
um paralelo ao texto trabalhado em sala de aula, Karl Popper: Em Busca de um mundo melhor, percebemos
que a discussão do fato mencionado é perfeitamente cabível, pois expõe a
temática tolerância e responsabilidade intelectual, através da proposição de
uma nova ética profissional; quando enuncia alguns princípios como: O melhor
saber é uma melhor aproximação da verdade, mesmo que sejam apenas conjecturas.
Retrata
que é impossível evitar os erros, já que estamos propensos à falibilidade
humana. Porém não devemos avaliá-lo de forma negativa. Uma postura reflexiva é
o que Rachel Sherazarde deveria admitir; tomar decisões mais conscientes, menos
intuitivas, pois já dizia Sócrates: “A verdadeira sabedoria consiste em se
conhecer a própria ignorância”. É através da atitude autocrítica e da
sinceridade que passamos a entender como uma necessidade para o crescimento.
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