quarta-feira, 2 de outubro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
1 de outubro
Ciranda Cirandinha
Vamos todos cirandar
Vamos dar a meia volta
Volta e meia vamos dar
O Anel que tu me destes
Era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou
sábado, 21 de setembro de 2013
Literalmente falando!
"Outra coisa que não parece ser entendida pelos outros é quando me chamam de intelectual e eu digo que não sou. De novo, não se trata de modéstia e sim de uma realidade que nem de longe me fere. Ser intelectual é usar sobretudo a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto. Ser intelectual é também ter cultura, e eu sou tão má leitora que agora já sem pudor, digo que não tenho mesmo cultura. Nem sequer li as obras importantes da humanidade. [...] Literata também não sou porque não tornei o fato de escrever livros ‘uma profissão’, nem uma ‘carreira’. Escrevi-os só quando espontaneamente me vieram, e só quando eu realmente quis. Sou uma amadora? O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.
Clarice Lispector
Clarice Lispector
Poema
Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou consolo
Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim
De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou consolo
Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim
De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás
Escrita por Cazuza, cantada por Ney Matogrosso.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Manifestações Brasileiras de acordo com a sociedade em rede.
A retrospectiva de 2013 será marcada por um
acontecimento significativo e tardio, pois no último mês, os brasileiros vivem um
momento histórico de contestação, iniciado na cidade de São Paulo, por
militantes na sua grande maioria de classe média.
Estes protestos tiveram como ponto de
partida, o aumento da tarifa no transporte urbano, porém esta temática
ocasionou diversas indagações contra o atual governo, devido à corrupção
exorbitada dos políticos e o descaso com o dinheiro que poderia ser melhor empregado na educação e saúde pública, já que são áreas cada vez mais precárias,
ao invés de aplicar nossos impostos na copa de 2014.
Devido à facilidade que as informações são
transmitidas, a era da sociedade em rede, onde todas as informações estão
conectadas, contribuiu para que as manifestações ganhassem repercussão nas
mídias sócias, visto que é uma importante ferramenta de mobilização social em
curto prazo, porém há um enorme desafio no ativismo eletrônico: não só
mobilizar opinião pública, mas conduzir uma transformação política organizada.
Não que seja uma causa impossível, mas a temática não se encerra na euforia das
ruas.
Fazendo um paralelo com o que Manuel
Castells, responde na entrevista, quando questionado se foi surpreendido com as
manifestações na Tunísia e Egito, o sociólogo afirma que no seu livro Comunicação
e Poder, que é possível criar novas possibilidades de mobilização da sociedade,
superando barreiras da censura e da repressão impostas pelo estado, pois não
depende apenas da tecnologia. ”A internet é uma condição necessária, mas não
suficiente. As razões da rebelião estão na exploração, opressão e humilhação”,
afirmou. Entretanto a possibilidade de não sermos atropelados pelo
imediatismo, depende da rapidez da mobilização, e está relacionado com a
capacidade criada pelas tecnologias, do
que chamei de “auto- comunicação de massas”.
Enfim, trazendo esta reflexão para as manifestações
no Brasil, constata-se que a manifestação tem caráter legítimo e pacifico,
embora esta temática que é de interesse inclusive dos policias, tenha sido
tratada de forma violenta, em algumas cidades do país, devido ao despreparo dos
policias, em saber discernir uma manifestação organizada, já que estão
acostumados a lidar com um público desordeiro, acabam executando um treinamento
ultrapassado, relembrando práticas da ditadura militar.
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