sexta-feira, 27 de junho de 2014

Análise da postura ética

Rachel Sherazarde, 40 anos, partido conservador, jornalista paraibana - ficou conhecida nacionalmente através do comentário sobre o carnaval em 2011 - Atualmente trabalha como âncora do Sistema Brasileiro Televisivo. Rachel poderia ter construído a imagem da jornalista “queridinha” do Brasil, ter sido consagrada por desmitificar a ideia que a mídia brasileira impregnou na sociedade: Jornalista só tem direito de informar, entreter e educar, funções estas previstas na constituição brasileira. A jornalista poderia ter aproveitado a liberdade adquirida e ter levantado à bandeira da autonomia jornalística, visando um jornalismo menos institucional.
A prática de dar voz aos jornalistas poderia ter ganhado força de maneira positiva, se não houvesse tanto interesse político mascarado, já que os primeiros editoriais da jornalista possuía um olhar construtivo, como o caso da crítica a estudante de Direito que repudiava nordestinos. A tentativa do SBT de monopolizar a audiência do horário nobre, através do diferencial expresso pela opinião da jornalista, poderia ter sido um sucesso se não tivesse faltado bom senso a empresa, quando permitiu o comentário presidido por Sherazarde de forma extremista e unilateral sobre o caso do menor infrator amarrado ao poste, na zona sul do Rio de janeiro, fazendo diversas críticas ao Estado e sua falta de segurança, afrontando até a mediação dos direitos humanos quando sugere uma campanha: ”Faça um favor ao Brasil, adote um bandido”.
Esta atitude vai contra ao código de Ética dos jornalistas, pois, segundo o artigo 6° é dever do jornalista opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na declaração Universal dos Direitos Humanos. Além do artigo 14°, que pressupõe o combate à prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, [...] políticos, de gênero, raciais [...]. Embora o código incentive lutar pela liberdade de pensamento, o mesmo nunca induzirá apologia à violência ou incitação ao crime; como acontece quando se observa a postura nada ética, preconceituosa e racista da jornalista a respeito deste acontecimento.

Fazendo um paralelo ao texto trabalhado em sala de aula, Karl Popper: Em Busca de um mundo melhor, percebemos que a discussão do fato mencionado é perfeitamente cabível, pois expõe a temática tolerância e responsabilidade intelectual, através da proposição de uma nova ética profissional; quando enuncia alguns princípios como: O melhor saber é uma melhor aproximação da verdade, mesmo que sejam  apenas conjecturas.

Retrata que é impossível evitar os erros, já que estamos propensos à falibilidade humana. Porém não devemos avaliá-lo de forma negativa. Uma postura reflexiva é o que Rachel Sherazarde deveria admitir; tomar decisões mais conscientes, menos intuitivas, pois já dizia Sócrates: “A verdadeira sabedoria consiste em se conhecer a própria ignorância”. É através da atitude autocrítica e da sinceridade que passamos a entender como uma necessidade para o crescimento.

Um mimo!

João Pessoa, 26 de junho de 2014.

Amando Ramos, vulgo Armando, confundido com Amado, e carinhosamente chamado de Aperrei, 28 anos, irmão da “pirraia”, campinense naturalizado em João Pessoa, torcedor e sofredor do Treze Futebol Clube, além do famigerado Flamengo, admira o trabalho do comentarista esportivo da ESPN, Paulo Vinicius Coelho, não suporta Arnaldo Jabor, é fã de Game of thrones, e adora a filosofia do brega.
Há alguns anos quando ainda residia na cidade, foi encontrado caído nas ruas do centro histórico de João Pessoa, com um cachorro lambendo seu rosto no show de Luiz Melodia, outro dia, o perfilado, curiosamente, confessou que adotaria alguns códigos de conduta do personagem Dexter, quase foi linchado em uma rede social por não se vislumbrar com o seriado Breaking Bad, o mesmo ainda revela que se diverte nas horas vagas com os passarinhos de Angry Birds. Formou-se em engenharia de produção, contudo é alvo de piada interna entre seus amigos, já que comparam sua profissão a um administrador enrustido. Na infância foi uma criança nerd, colecionador de figurinhas de futebol e conhecedor de fórmula 1, devido a sua ânsia por aprender, sua professora teve que antecipar a aula dos dias da semana, já que o mesmo adorava frequentar a escola, e não entedia o por quê dos finais de semana não haver expediente. Pronto, parei.

Ps: Mini perfil jornalístico zoado, como forma de Parabenizar o dito cujo.









terça-feira, 18 de março de 2014

Direito do idoso: Um dever da sociedade




            O documentário referente ao Direito do idoso: um dever da sociedade, produzido pela aluna Marijane Mendes, ficou muito prazeroso de assistir, além de levantar uma temática social, muitas vezes esquecida pela sociedade, o documentário teve caráter informacional; a respeito de todas as informações que precisam ser transmitidas para que possamos entender o universo do Idoso. Entre elas, sobre o que diz o estatuto do idoso, 10 anos que entrou em vigor; dados estatísticos de quantos idosos existem na cidade de João pessoa, sendo considerada a terceira capital do Nordeste com mais idosos, equivalente a 74.635 habitantes, com uma porcentagem de 62% do sexo feminino e 38% do sexo masculino.
Outra abordagem que achei interessante foi a retomada do estatuto do Idoso, explicando o código que regula os direitos dos idosos; informando a aprovação pelo congresso nacional, sete anos depois de tramitação. Porque é uma forma de direcionar quem está assistindo sobre como está à situação atual. Especificando que os direitos que mais avançaram foram os que afetaram os idosos autônimos. Além da explicação médica do processo natural do envelhecer, o que ocorre com o organismo a partir dos 30, os sinais mais aparentes a partir dos 60, e a queda do desempenho do organismo aos 80 anos.
Além de retomar os direitos adquiridos; como passagem gratuita e assentos preferenciais e questionar como estes serviços estão sendo oferecidos. As opiniões divergentes de dois idosos, José Iran, 68 anos, afirma que os motoristas devem ter mais respeito com os idosos, exigindo que reforcem a garantia dos assentos preferenciais, já que muitas vezes a consciência das pessoas não permite. Já Severina de Castro, 73 anos, declara que toda vez que ela pega o ônibus alguém oferece o lugar,  mesmo quando ela pensa que vai fazer a viagem em pé.
A escrita e produção da própria Marijane Mendes, como única integrante do grupo, contando apenas com a ajuda do esposo para filmar e editar. Percebo que a aluna se envolveu socialmente com o trabalho, assim como me envolvi e a maioria dos meus colegas, deixando de lado a questão burocrática de apenas uma nota curricular. Confirmo esta constatação, pela própria escrita envolvente e direta, preocupada com a riqueza dos detalhes; uma frase que me chamou muita atenção “Se a vida não trouxer nenhum contratempo, a velhice desejada ou não será inevitável”. Porque ouço colegas e muita gente fútil na rua dizendo que não querem envelhecer.
 A mesma retratou os principais fatores que levam um idoso a residir na Instituição de longa permanência, vulgo asilo. Entre eles: 1- pessoas totalmente carentes sem nenhum vínculo familiar, 2- o componente familiar não existir mais, 3- a família não ter mais condições de se dedicar ao idoso pela questão de sair para trabalhar, 4- vir por vontade própria, 5- o último e mais doloroso, ser resgatado por determinação judicial por ser vitima de maus tratos.

Através do conselho municipal da pessoa idosa, informando as formas de denunciar o abuso contra o idoso, os direitos e leis que coíbam esse tipo de atitude, além de encaminhar o idoso para uma instituição séria, a exemplo da Vila Vicentina Julia Freire em João pessoa, que  fazem esse trabalho social belíssimos e consideram cada integrante um membro da família, o presidente da Instituição relata que a instituição persiste por conta da colaboração de muita gente, uma equipe especializada, que vão de médicos, fisioterapeutas, grupos de jovens, pois as dificuldades de administrar e fazer milagre com a verba da instituição são enormes, porém ressalta que a maior ajuda, é representada pelo  mais simples sorriso, um ouvido colaborador com esses idosos que têm muita história fantástica para compartilhar, experiência e necessidade de afeto e acolhimento .