terça-feira, 18 de março de 2014

Direito do idoso: Um dever da sociedade




            O documentário referente ao Direito do idoso: um dever da sociedade, produzido pela aluna Marijane Mendes, ficou muito prazeroso de assistir, além de levantar uma temática social, muitas vezes esquecida pela sociedade, o documentário teve caráter informacional; a respeito de todas as informações que precisam ser transmitidas para que possamos entender o universo do Idoso. Entre elas, sobre o que diz o estatuto do idoso, 10 anos que entrou em vigor; dados estatísticos de quantos idosos existem na cidade de João pessoa, sendo considerada a terceira capital do Nordeste com mais idosos, equivalente a 74.635 habitantes, com uma porcentagem de 62% do sexo feminino e 38% do sexo masculino.
Outra abordagem que achei interessante foi a retomada do estatuto do Idoso, explicando o código que regula os direitos dos idosos; informando a aprovação pelo congresso nacional, sete anos depois de tramitação. Porque é uma forma de direcionar quem está assistindo sobre como está à situação atual. Especificando que os direitos que mais avançaram foram os que afetaram os idosos autônimos. Além da explicação médica do processo natural do envelhecer, o que ocorre com o organismo a partir dos 30, os sinais mais aparentes a partir dos 60, e a queda do desempenho do organismo aos 80 anos.
Além de retomar os direitos adquiridos; como passagem gratuita e assentos preferenciais e questionar como estes serviços estão sendo oferecidos. As opiniões divergentes de dois idosos, José Iran, 68 anos, afirma que os motoristas devem ter mais respeito com os idosos, exigindo que reforcem a garantia dos assentos preferenciais, já que muitas vezes a consciência das pessoas não permite. Já Severina de Castro, 73 anos, declara que toda vez que ela pega o ônibus alguém oferece o lugar,  mesmo quando ela pensa que vai fazer a viagem em pé.
A escrita e produção da própria Marijane Mendes, como única integrante do grupo, contando apenas com a ajuda do esposo para filmar e editar. Percebo que a aluna se envolveu socialmente com o trabalho, assim como me envolvi e a maioria dos meus colegas, deixando de lado a questão burocrática de apenas uma nota curricular. Confirmo esta constatação, pela própria escrita envolvente e direta, preocupada com a riqueza dos detalhes; uma frase que me chamou muita atenção “Se a vida não trouxer nenhum contratempo, a velhice desejada ou não será inevitável”. Porque ouço colegas e muita gente fútil na rua dizendo que não querem envelhecer.
 A mesma retratou os principais fatores que levam um idoso a residir na Instituição de longa permanência, vulgo asilo. Entre eles: 1- pessoas totalmente carentes sem nenhum vínculo familiar, 2- o componente familiar não existir mais, 3- a família não ter mais condições de se dedicar ao idoso pela questão de sair para trabalhar, 4- vir por vontade própria, 5- o último e mais doloroso, ser resgatado por determinação judicial por ser vitima de maus tratos.

Através do conselho municipal da pessoa idosa, informando as formas de denunciar o abuso contra o idoso, os direitos e leis que coíbam esse tipo de atitude, além de encaminhar o idoso para uma instituição séria, a exemplo da Vila Vicentina Julia Freire em João pessoa, que  fazem esse trabalho social belíssimos e consideram cada integrante um membro da família, o presidente da Instituição relata que a instituição persiste por conta da colaboração de muita gente, uma equipe especializada, que vão de médicos, fisioterapeutas, grupos de jovens, pois as dificuldades de administrar e fazer milagre com a verba da instituição são enormes, porém ressalta que a maior ajuda, é representada pelo  mais simples sorriso, um ouvido colaborador com esses idosos que têm muita história fantástica para compartilhar, experiência e necessidade de afeto e acolhimento .

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