sexta-feira, 22 de abril de 2011

Ao Bilhete


"Se for falar mal de mim, me chama. Sei coisas terríveis ao meu respeito."
Tati Bernardi.

 



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Não é raro, tropeço e caio. Ás vezes, tombo feio de ralar o coração. Claro que dói mas tem uma coisa: a minha fé continua em pé. Tudo que é verdadeiro, volta
Caio Fernando Abreu.

sábado, 16 de abril de 2011

Faz tempo que não passo por aqui.Talvez porque ultimamente não tenho tido tempo de cuidar de mim,de olhar pra mim.E a culpa talvez seja exclusivamente minha.Pois não estabeleço prioridades,metas para organizar minha vida.Queria tanto conseguir realizar minhas responsabilidades sem depender de ninguem,aperriar ninguem.Queria voltar a ter aquela autonomia que eu tinha antes.A determinação e força que eu tive a uns anos atrás.É.. mais quando levam um pedaço da gente,sempre fica aquela sensação de que falta algo.Talvez acreditamos que conseguimos viver um determinado tempo sem esse alicerce,mas chega uma hora que a fraqueza nos arrebata,então temos que tentar buscar a força dentro de nós,mesmo que nem sempre tenhamos êxito.
Preciso saber o que é melhor pra mim,voltar a fazer tudo aquilo que gosto, que tenha vontade ou necessidade,sem me  preocupar com o que os outros tenham a dizer ou pensar sobre mim.Queria também  entender as relações humanas.Entender porque os nossos amigos,ou amores são tão inconstantes.
Entender porque temos tanta oscilações de humor, de felicidade.Talvez se nos comportassemos sempre do mesmo jeito a vida seria pacata e não haveria necessidade de  instigar nosso crescimento individual.Entender porque pequenas e inconscientes atitudes acabam magoando pessoas que nos querem tanto bem.
É preciso aprender a conviver com o próximo,aprendendo a tolerar suas diferenças e necessidades,relevando e aceitando-os do jeito que são,para que façam o mesmo por nós. 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A falta de alguma coisa que eu não sei o que é

Eu sempre acho que amanhã será o dia de mudar de vez, de me assumir por completo. Mas daí o amanhã chega e tenho uma imensa preguiça de sair da minha área de conforto, porque é bem provável que ninguém entenda. E dá medo encarar o que é definitivo. E porque é mais fácil reclamar da vida do que torná-la leve de sobreviver.

Hoje eu sinto saudade e nem sei do quê. É uma angústia louca, um misto de vontade de chorar e sorriso leve. Eu não sei citar motivos, mas alguma coisa me falta. Estou ao mesmo tempo feliz e deprimida, tenho companhia e nunca fui tão sozinha, tenho sucesso e nuna me senti tão fracassada.

Eu crio mil planos pra mim e boicoto todos eles. A vida é tão cheia de ciclos e fases e eu me agarro doentiamente ao conhecido. Eu evito mudanças drásticas, sabendo que são meus impulsos mais interessantes e busco o conforto da mesmisse. É ridículo, não há surpresas.

Ninguém nunca espera que eu saia dos meus limites. Quem me conhece de verdade? E quem sabe dos momentos que eu estou a ponto de explodir? As saudades são grandes, o telefone mudo. Me identifico com livros e personagens e nem tenho uma história pra contar. E se eu contar, quem vai se importar?

Eu me importo, e muito. Quero marcar mais quem passa por mim, quero perder esse medo de não agradar, essa preocupação em ser o que todos esperam. Tentando não incomodar ninguém eu fico neutra. Invisível. E todas as minhas experiências de falta de preocupação já me indicaram que seria bem melhor me assumir. Eu não sou tímida. Sou calculista.

E essa falta... Na verdade eu sei, mas não queria saber... É falta de mim.